Marcos Santana: a liderança que sobrevive as várias fragmentações políticas de São Cristóvão
Enquanto adversários se dividem e novos grupos surgem no tabuleiro político, Marcos Santana mantém sua base sob controle e chega a 2026 como uma das peças mais importantes da política de São Cristóvão.
Por Redação Idéia News ( Opinião do Redator )
Podem chamar de máquina, poder político ou estratégia. O fato é que Marcos Santana conseguiu algo que poucos conseguiram: manter seu grupo unido enquanto boa parte do tabuleiro político de São Cristóvão se fragmentou.
Não é qualquer liderança
Na política, liderança não se mede apenas pelo número de discursos, cargos ou aparições públicas. Mede-se, principalmente, pela capacidade de manter um grupo unido ou sob controle quando a pressão aumenta.
E é justamente nesse ponto que Marcos Santana se diferencia.
Podem reclamar. Podem dar “chilique”. Podem questionar o peso da máquina política. Podem atribuir sua força a uma estrutura construída ao longo dos anos
Mas existe uma pergunta que precisa ser respondida:
Se é tão simples assim, por que tantos grupos não conseguiram fazer o mesmo?
A política de São Cristóvão oferece exemplos de grupos que, em determinados momentos, estiveram juntos e posteriormente acabaram divididos, com suas divergências chegando aos holofotes da imprensa.
Marcos, por sua vez, conseguiu preservar uma base politicamente organizada.
E isso, em política, não é pouca coisa.
De ex-gerente da Caixa ao comando de um dos maiores grupos políticos da cidade
A trajetória de Marcos Santana é, por si só, um capítulo à parte.
Ex-gerente da Caixa Econômica Federal em São Cristóvão, ele não começou sua trajetória política ocupando o lugar reservado às grandes lideranças tradicionais.
Foi construindo espaço, Cresceu e Chegou à Prefeitura.
E, com o passar do tempo, deixou de ser apenas um personagem da política municipal para se transformar em uma liderança capaz de influenciar o próprio desenho político de São Cristóvão, ao ponto, de aliar-se com seu opositor de 2022 em um único bloco "Fábio Mitidiere".
Talvez esse seja o aspecto mais interessante de sua trajetória: Marcos alcançou um patamar que, quando seu nome começou a ser colocado como alternativa para comandar o município, poderia parecer improvável para muitos.
Hoje, ninguém que acompanhe seriamente a política local pode ignorar seu peso.
O tabuleiro está rachado
O cenário atual, aliás, ajuda a explicar essa força.
São Cristóvão não apresenta mais uma política organizada simplesmente entre dois grandes blocos como foi em 2024, hoje, vários grupos estão fragmentados .
O tabuleiro está fragmentado.
Há o grupo de Diego Prado. Há Gedalva Umbaúba. Há Regi e Vanderlan Nego, que passaram a caminhar em uma composição política própria.
Existe ainda a pequena oposição na Câmara, encabeçada por Lilo e outros vereadores.
E existe o grupo situacionista, que tem em Marcos Santana uma de suas principais referências.
O resultado é uma equação política muito mais complexa do que aquela observada em disputas anteriores.
E quando o adversário está dividido, a capacidade de organização de um grupo passa a valer ainda mais.
Marcos Santana entendeu uma regra básica da política
Existe uma regra que parece simples, mas que muitos políticos esquecem:
mais importante do que ter muitos aliados é conseguir mantê-los juntos.
É aí que está uma das principais forças de Marcos Santana.
Não se trata de afirmar que todos os integrantes de seu grupo pensam exatamente da mesma maneira. Isso praticamente não existe na política.
Trata-se de reconhecer que, até aqui, ele conseguiu evitar que divergências internas se transformassem em uma implosão pública de sua base.
E isso é uma demonstração de liderança.
E Mitidiere?
É nesse ponto que a eleição de 2026 ganha uma dimensão ainda maior.
O desempenho de Mitidiere não será observado apenas pelo resultado das urnas. Será também uma espécie de termômetro da força dos grupos que estarão ao seu lado em São Cristóvão.
Uma eventual derrota poderá provocar uma reacomodação profunda das forças políticas locais.
- Quem perderá espaço?
- Quem tentará ocupar esse espaço?
- Quem permanecerá fiel?
- E, principalmente: quem terá força para chegar a 2028 com um grupo organizado?
Por outro lado, se Mitidiere for Reeleito, a pergunta será igualmente inevitável:
quem serão seus principais representantes políticos em São Cristóvão? Marcos? Diego Prado? Ou serão um grupo só?
Essa resposta poderá começar a desenhar o mapa da eleição municipal de 2028.
E se Valmir for eleito governador?
Por outro lado, uma eventual eleição de Valmir de Francisquinho ao Governo de Sergipe poderá redesenhar novamente o tabuleiro político de São Cristóvão. Nesse cenário, Gedalva, Vanderlan, Regi e seus aliados podem ganhar ainda mais força e sair das urnas como um dos grupos politicamente mais fortalecidos da cidade.
O resultado de 2026, portanto, não definirá apenas os rumos do Governo de Sergipe. Também poderá reorganizar alianças, fortalecer lideranças e antecipar o cenário da disputa municipal de 2028 em São Cristóvão.
2026 pode ser apenas o primeiro capítulo de 2028
A eleição deste ano pode produzir vencedores e derrotados imediatos. Mas suas consequências políticas podem durar muito mais.
O resultado poderá redefinir alianças, aproximar antigos adversários e, principalmente, determinar quais lideranças terão condições de sentar à mesa para negociar o futuro político de São Cristóvão.
Até porque política municipal não termina quando a urna é fechada.
Às vezes, é justamente ali que começa a próxima eleição. E 2028 já está no horizonte.
A pergunta que fica
Marcos Santana pode ser criticado. Seu grupo pode ser questionado. Sua estratégia pode ser combatida.
Tudo isso faz parte do jogo democrático.
Mas existe uma realidade que seus adversários terão de enfrentar: ele conseguiu construir e preservar uma estrutura política enquanto outros grupos se dividiram pelo caminho.
Isso pode ser chamado de máquina.
Pode ser chamado de articulação.
Pode ser chamado de poder.
Mas, na política, existe uma palavra que resume tudo isso: liderança.
Agora, o resultado de 2026 dirá se essa liderança continuará sendo uma das forças capazes de organizar o tabuleiro de São Cristóvão — ou se o atual cenário de fragmentação produzirá um novo equilíbrio de forças.
Uma coisa, porém, parece cada vez mais clara:
quem quiser entender a política de São Cristóvão em 2028 terá, obrigatoriamente, que olhar para o que acontecer em 2026.
E, nesse tabuleiro, Marcos Santana continua sendo uma peça que ninguém pode simplesmente ignorar. As projeções é que Cláudio Mitidiere seja o mais votado do PSB, porém, Marcos Santana, espera capitalizar votos da legenda ao seu favor.
O futuro é incerto, mas as projeções são claras e transparentes como a clara do ovo.
Obs: Essa é a opinião do Redator, que faz oposição política a Marcos Santana desde o final de 2022. Um dos desafios do Jornalismo, é saber reconhecer os acertos de opositores e da mídia com imparcialidade.