Saúde em Colapso: Moradores de São Cristóvão Relatam extrema dificuldade para Marcar Exames
A crise na saúde pública de São Cristóvão parece longe de um desfecho positivo. O que deveria ser um direito básico garantido pela Constituição tem se tornado uma verdadeira maratona de frustrações para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no município. Relatos de descaso, esperas intermináveis e a falta de vagas para procedimentos simples compõem o cenário atual.
Por [Anderson Márcio]
A saúde pública de São Cristóvão, por diversas vezes, enfrentou graves dificuldades, a ponto de vários vereadores utilizarem a tribuna para classificar a situação como 'Saúde na UTI'.
Na gestão do ex-prefeito Marcos Santana — anterior à de Júlio Júnior —, a Secretária de Saúde, que na época era comandada pela mesma, atribuiu repetidamente a responsabilidade pelo gerenciamento da marcação de exames a Aracaju. No entanto, essa alegação foi desmentida pela Secretaria de Saúde da capital na ocasião.
O "Êxodo" em Busca de Atendimento
O quadro não mudou e a gravidade da situação tomou contornos dramáticos após o desabafo de um morador em uma rede social. Segundo o relato, a dificuldade em conseguir exames de rotina na Cidade Mãe de Sergipe atingiu um ponto crítico em agosto do ano passado, quando ele precisou se deslocar até o município vizinho de Nossa Senhora do Socorro para garantir a realização dos procedimentos.
"É humilhante. A gente paga imposto aqui, vive aqui, mas na hora da necessidade, precisa mendigar atendimento em outra cidade porque o sistema da nossa simplesmente não funciona", comenta um usuário do sistema de saúde do município.
Uma usuária do sistema público de saúde, que inclusive é portadora de necessidades especiais chegou a expor em uma rede social sobre as dificuldades que ela enfrenta para tentar marcar exames de rotinas, que segundo ela, não tem êxito.
Principais Gargalos Apontados pela População
A insatisfação não é um caso isolado. Entre as principais reclamações dos moradores, destacam-se:
• Dificuldade no Agendamento: Usuários alegam que o sistema de marcação é ineficiente e que as vagas "desaparecem" em poucos minutos.
• Longa Espera: Mesmo para exames preventivos e de rotina, a espera pode durar meses, agravando quadros de saúde que poderiam ser tratados precocemente.
• Falta de Informação: Pacientes relatam que voltam para casa sem respostas claras sobre quando o serviço será normalizado.
Impacto na Prevenção
Especialistas alertam que a falha na oferta de exames de rotina é um "tiro no pé" da gestão pública. Sem o diagnóstico precoce, doenças crônicas como diabetes e hipertensão, além de casos de câncer, deixam de ser monitorados, o que sobrecarrega as unidades de urgência e emergência no futuro, gerando um custo humano e financeiro muito maior.
O Que Diz a Gestão?
Até o momento, a Secretaria de Saúde de São Cristóvão tem sido cobrada por respostas concretas sobre a descentralização dos serviços e o reforço nas parcerias com clínicas conveniadas para dar vazão à demanda reprimida.
Enquanto as soluções não chegam, o povo sancristovense segue dependendo da sorte — ou da solidariedade de cidades vizinhas — para cuidar da própria vida.
Até o fechamento dessa matéria, não obtivemos nenhuma informação oficial da secretaria de saúde sobre as ações que estão sendo tomadas para a resolução desses e outros problemas.
Comentários (0)