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Dia da Mulher: Entre Flores, Lutas e a Realidade da Falta de Apoio Feminino

No Dia das Mulheres, não poderíamos esquecer o fato recente envolvendo duas mulheres: Gedalva Umbaúba e Paola Santana. Esta última fez questão de tentar humilhar a vice-prefeita ao compará-la a um cachorro, um episódio que repercutiu além das fronteiras sancristovenses.

Dia da Mulher: Entre Flores, Lutas e a Realidade da Falta de Apoio Feminino
foto reprodução

Por [Anderson Márcio]

O 8 de Março é tradicionalmente uma data de celebração e homenagens. Em todo o país, discursos exaltam a força, a resiliência e a importância da mulher na sociedade. No entanto, para além do simbolismo, o dia convida a uma reflexão necessária sobre a sororidade — ou a falta dela — nos espaços de poder.


Quando o desrespeito vem de outra mulher

Um exemplo recente que ecoa essa discussão é o caso da vice-prefeita Gedalva Umbaúba, figura de destaque na política de São Cristóvão. Em um cenário onde as mulheres já enfrentam barreiras estruturais para ocupar cargos públicos, Gedalva foi alvo de desrespeito por parte da filha do ex-prefeito Marcos Santana, a secretária de cultura Paola Santana.

O episódio serve como um alerta amargo: a falta de valorização e os ataques muitas vezes não vêm apenas do machismo institucionalizado praticado por homens, mas também de outras mulheres que, por questões políticas ou pessoais, reproduzem comportamentos de exclusão e agressividade.


O mito da união automática

Embora o Dia da Mulher pregue a união, a realidade política mostra que o caminho para o respeito mútuo ainda é longo. É comum ouvirmos que "mulher deve votar em mulher" ou "mulher deve apoiar mulher", mas episódios de hostilidade feminina contra lideranças como Gedalva revelam que o gênero, por si só, não garante empatia.

A desvalorização vinda de outra mulher é, por vezes, mais dolorosa. Ela enfraquece a causa coletiva e reforça o estereótipo da rivalidade feminina, algo que só interessa a quem deseja manter as mulheres longe das decisões importantes.


Reflexão para o 8 de Março

Celebrar as conquistas é essencial, mas este dia também deve ser usado para cobrar uma postura de respeito ético entre as próprias mulheres. Criticar ideias é parte da democracia, mas o desrespeito pessoal e a tentativa de diminuir a trajetória de uma figura pública feminina apenas atrasam a evolução da nossa sociedade.

Que o caso de Gedalva Umbaúba não seja apenas um registro de hostilidade, mas um ponto de partida para questionarmos: até quando mulheres serão as primeiras a tentar derrubar outras mulheres no campo de batalha político?


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